Por: Fabio da Silva Barbosa
Acordei no meio da madrugada. O sono não parecia querer voltar. Levantei um pouco tonta e fui até a cozinha beber um copo d’água. No trajeto do armário até a geladeira, tropecei em algo que não devia estar ali. Levantei o rosto do chão e apalpei o nariz. Achei que estava quebrado. Olhei para minha mão e depois para o chão.
- Merda!
O copo quebrou e minha mão estava cortada. Como a coisa ainda podia piorar, avistei um corpo caído de bruços. Levantei em um salto e acendi a luz. Caminhei vagorosamente até aquele, que parecia ser meu ex. Abaixei-me com as mãos trêmulas, tentando encontrar um meio de virá-lo.
Depois de alguma enrolação , consegui pô-lo de barriga para cima. Confirmei minhas suspeitas. Era mesmo o Fred. Mas o que ele estava fazendo ali, no chão da minha cozinha, aquela hora e completamente nu? Pensei que ele tinha se mudado para outro Estado com a nova companheira. Aproximei meu ouvido de seu peito. Nem uma batidinha. O coração estava completamente parado. O Pênis estava ereto. Parece que ele tinha mesmo feito a cirurgia e implantado uma prótese para deixar o pinto duro para sempre.
Pensei em tomar alguns tranquilizantes e ligar para a polícia, mas meu olhos não desviavam daquele enorme pênis duro. Seu corpo estava intacto. Apenas, a vida tinha se ido. Corri a mão por sua barriga e segurei o membro pela base. Coloquei-o virado pra o alto e ele ficou na posição em que eu havia deixado. Taí um investimento que ele fez e que valeu a pena.
Pensei em cair de boca e chupar aquela caceta fúnebre, mas dei apenas algumas lambidas suaves pela cabeça do dito cujo. Ajeitei meu corpo sobre o dele, puxei a calcinha para o lado e sentei. O bichinho aguentou sem dobrar ou minguar. Cavalguei por horas naquela rola dura, até senti-la gozar dentro de mim. Aí, minha cabeça começou a girar e tudo apagou. Acordei em minha cama. O dia já tinha começado pela rua. Os sons da cidade já entravam pelas janelas do meu apartamento. Comecei a lembrar da transa com meu ex. Por que aquele filho da puta não botou essa porra enquanto ainda éramos casados? Evitaria muitas brochadas.
- Puta que o pariu!
Levantei desesperada. O que ia fazer agora? Olhei para minha mão e, para minha surpresa, não estava cortada. Abri a porta do espelho e vi que o nariz também estava intacto. O telefone tocou. Era um amigo nosso, do tempo em que ainda estávamos casados. Ele disse que Fred estava desaparecido há quase um mês e que sua atual esposa estava desesperada, sem saber o que tinha acontecido. Falei que estava um pouco ocupada e pedi que me avisasse caso soubesse de alguma novidade. O desespero voltou. Corri para a cozinha e não havia nada pelo chão. Revirei todo o apartamento. Nenhum corpo.
- Coisa estranha...
Tomei banho e me arrumei para o trabalho. Abri a geladeira, procurando alguma coisa para comer enquanto ainda remoía aquela estória toda. Nesse momento, tomei o maior susto. Dentro do pote de conservas, havia um grande pênis amputado. E ele ainda estava duro.












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